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sábado, 2 de julho de 2011

O INVEJOSO

     
                                      
                                     O invejoso sofre mais pelo que os outros têm, do que pelo que lhe falta.
                                      É comum, sentir uma diferença no ollhar do interlocutor quando lhe bate uma ponta de inveja. É bom que se diga, que nem toda a inveja e ruim ou tem maldade.
                                      Existe um tipo de inveja que demonstra admiração, satisfação, simpatia pelo sucesso material ou não que as pessoas conseguem e que se lhes diferencia de alguma forma. É motivo de satisfação invejar as pessoas inteligentes, bem sucedidas, elegantes e bonitas, o que de alguma forma ajuda com que se nos de vontade de ser como elas, alcançando o mesmo sucesso.
                                       Existe entretanto uma inveja, que como se diz,  mata. É aquela que esta na popular frase: inveja de doer, ou inveja de matar. Essa inveja, ao invés de ser positiva, como a outra, destrói, amarga, incita a comentários pouco  construtivos, para não dizer  maldosos, impiedosos e quase sempre mentirosos.
                                        Essa inveja é um desvio de carárater e como tal, inaceitável no convívio entre amigos ou pessoas que querem se relacionar bem. Como no caso do malandro, só existe uma maneira de não ser prejudicado pelo invejoso. É guardar distancia prudente e se possível for, suficiente para estar longe dos seus olhos e  comentários .                                                              
                                         O sujeito que tem mania de que todos sentem inveja dele, é na verdade um invejoso.
                                         Dizem, que a inveja transmite fluidos negativos e que podem prejudicar alguém. Acredito que isso seja possível , na mesma medida em que é ruim andar com as pessoas que tem defeito de caráter, ficando bem difícil  sermos  de qualquer forma afetados, quando guardamos distancia prudente, desse e de qualquer tipo de mau carater. 
Além disso, está mais do que provado de que todo o bem ou mal que emanamos a nos volta potencializado e é por isso que as pessoas invejosas quase sempre são mal sucedidas em uma ou todas as coisas importantes da vida.
                                          Como sempre ouvimos falar, principalmente das pessoas mais experientes, ou que nos querem bem, diz me com quem andas e eu direi o que te espera.
                                          O prêmio ou o castigo das pessoas e serem como elas são.
                                                 Marinho Guzman                                       

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quem não se comunica se trumbica.




Quem não se comunica se trumbica.

 

Por Eugenio Mussak

Perus são inimigos dos gambás porque estes matam seus filhotes para comer. Uma perua ataca um gambá sem piedade para defender sua prole e, em geral, consegue colocar o malcheiroso para correr. Se colocarmos um gambá de brinquedo, feito de pano, perto de uma perua, ela o destruirá em minutos. 

Uma das experiências mais curiosas sobre o comportamento dos animais foi feita com um gambá e com uma perua e seus filhotes. Um biólogo amarrou um pequeno gravador no peito de um gambá, emitindo os piados de um filhote de peru, e o deixou perto de uma família dessas aves, cuja mãe, como sempre, estava zelosa e atenta a qualquer perigo. Entretanto ela não atacou o gambá, que continuava parecendo um gambá, caminhando como um gambá e, principalmente, cheirando como um gambá. Só que piava como um peruzinho. Foi o suficiente para ser aceito como tal. 

Esse é apenas um dos muitos exemplos da força da comunicação. Na outra mão, provavelmente um peru que imitasse o ruído de um gambá seria imediatamente repelido pelo grupo. Em resumo, você quer se dar bem com um peru? Pie como ele. Deseja se relacionar bem com um humano? Faça com que ele o entenda. Comunique-se. Quem se comunica costuma obter o que deseja. E quem não se comunica se trumbica. 


Comunicação e evolução Poderíamos dizer que, com a evolução, o ser humano aumentou sua capacidade de se comunicar. Que evoluiu da comunicação oral para a comunicação escrita, desenvolveu tecnologias, inventou o correio, o telégrafo, o telefone e hoje não sabe mais viver sem o e-mail e o celular. Só que o que ocorreu não foi isso. Evoluímos porque melhoramos nossa capacidade de comunicação e não o contrário. A comunicação foi o atributo que permitiu a evolução de nossa espécie, com o surgimento da sociedade humana. 

Pensamento e comunicação estão ligados desde sempre. Precisamos pensar para falar e, ao falarmos, melhoramos nossa capacidade de pensar, porque o esforço pedagógico para que nosso interlocutor nos entenda melhora nosso próprio entendimento. Aliás, esse é o princípio da terapia. O psicólogo estimula o paciente a falar, organizando pensamentos e sentimentos. Na aparência, o paciente fala com seu terapeuta; na prática, fala com ele mesmo. E é dessa autocomunicação, estimulada e mediada por um estranho, que a pessoa retira seu autoconhecimento. E, deste, vem o desenvolvimento pessoal. 

O erro mais comum que se comete é imaginar que podemos comunicar uma idéia com perfeição apenas usando as palavras adequadas. É claro que as palavras certas são imprescindíveis, mas não podemos esquecer que palavras não têm vida própria – precisam, para viver, da qualidade da voz que as pronuncia. 


Comunicação e emoção 

A palavra representa uma idéia e constrói uma mensagem, mas quem transporta essa idéia e essa mensagem é a modulação da voz. Palavras são a representação do intelecto, a modulação da voz é o manifesto da emoção. E a comunicação será tão mais eficiente quanto melhor for a interação entre a razão e a emoção. 

Acontece com freqüência de uma pessoa dizer algo que lhe parece totalmente lógico e ser entendido de maneira ilógica por seu interlocutor. Às vezes, uma tentativa de elogiar transforma-se em uma pesada ofensa. Por outro lado, uma crítica severa pode ser aceita como uma manifestação de amizade e carinho. Por que acontece isso? No primeiro caso porque a emoção da voz não foi compatível com a qualidade da mensagem. No segundo porque a aspereza do comunicado foi amenizada por uma entonação correta, que deixou claro que aquela crítica era um desejo de construção e uma manifestação de amizade. 

Pode parecer estranho, mas em um ato de comunicação a forma é tão ou mais significativa do que o conteúdo. Tanto na aprendizagem quanto na comunicação, a emoção é mais determinante do que a razão – e, repetindo, a emoção não está na palavra, e sim na maneira como ela é pronunciada. E não faltam exemplos na política, no direito, na religião e até no futebol de pessoas que não falam nada com nada, mas convencem quase todo mundo. Imagine, então, se você associar um bom conteúdo com uma boa qualidade na comunicação. 

Aliás, se você deseja convencer alguém com seus argumentos, a primeira providência é estar, você mesmo, convencido. Senão sua comunicação será falha. A comunicação sem consistência não se sustenta por muito tempo. No filme Kate e Leopold, um lorde inglês do século 19 viaja no tempo e acaba na Nova York contemporânea. Envolve-se com uma publicitária que tem a idéia de aproveitar o galante personagem em uma propaganda de margarina. 

O rapaz fala o texto de maneira convincente, enaltecendo o sabor, mas, na hora de comer o pão com a dita margarina, faz uma cara feia e se recusa a comer o que ele dizia ter “gosto de sebo”, e a continuar o trabalho. A publicitária então lhe diz: “Mas isto é apenas propaganda”. Ao que o nobre retruca: “Como você pode fazer propaganda de uma mentira? Isso não é ético”. 

Sim, quem não se comunica se trumbica, mas às vezes quem se trumbica é quem comunica inverdades, como temos visto nas patéticas cenas protagonizadas por publicitários da política – comunicadores profissionais que capricham na forma, sem se preocuparem com a verdade do conteúdo. 


Comunicação e lógica 

Clareza de idéias é uma qualidade dos bons comunicadores. Tornam claros os pensamentos, para que os outros possam “vê-los”. Organizam as idéias antes de organizar as frases. Comece a observar se você pensa antes de falar, assim como pensa antes de escrever, e se organiza as frases com a melhor lógica possível. Depois treine a melhoria da organização de suas frases. Ter clareza pode ser uma questão de treino. 

Não tenha medo de ser considerado pedante por conjugar os verbos corretamente, fazer concordância entre os pronomes e pronunciar as palavras por inteiro, sem comer finais e sem deixar partes entregues ao “subentendido”. Prefira ser elogiado pela clareza. Quando alguém não entendeu sua mensagem, pergunte a si mesmo “por que será que eu não me fiz entender?”, em vez de transferir a responsabilidade ao outro perguntando “por que será que ele não me entendeu?”. 

Preste atenção na organização de suas falas. O ritmo adequado da fala facilita o entendimento da mensagem. Observe a velocidade, pois há quem fale depressa demais, assim como há quem fale muito devagar. O primeiro tipo angustia o interlocutor, pois não cria o tempo necessário à interpretação, e o segundo irrita com a monotonia, pois o entendimento aconteceu antes da conclusão da frase, e isso pode gerar dispersão. O timing verbal também é demonstrado através de coisas como o comprimento das frases, a obediência à pontuação, a tonificação das sílabas mais significativas. 

Clareza de expressão é a manifestação externa da lucidez do pensamento. Pessoas lúcidas são as que luzem, ou seja, emitem “luz”, e seu traço principal é a coerência de idéias. Lúcida é o nome que se dá à estrela mais brilhante de uma constelação, também chamada estrela alfa. Lúcida também é a designação de uma técnica de lapidação de diamantes que confere à pedra um brilho maior, que se traduz em imensa beleza. Pessoas lúcidas também são assim, brilham mais através da maneira como se comunicam. 


Comunicação e relações 

Vivemos em um mundo em que os povos não se entendem, provocando grandes conflitos, e costumamos ouvir que o que está faltando é diálogo. Se olharmos para o mundo comum ao nosso redor, também encontraremos uma série de pequenos conflitos, pessoais e profissionais, sobre os quais podemos fazer o mesmo comentário: está faltando diálogo. Parece que tudo ocorre a partir do diálogo. 

A biologia nos dá lições sobre esse tema. No livro A Segunda Criação, de Ian Wilmut (Objetiva), há uma reflexão perturbadora. Esse geneticista britânico, “pai” da Dolly, a ovelha-clone, afirma que os genes não operam isoladamente: “Eles estão em diálogo constante com o resto da célula, que por sua vez responde a sinais de outras células do corpo, que por sua vez estão em contato com o ambiente externo. Esse diálogo controla o desenvolvimento do organismo (...). O diálogo entre os genes e o ambiente que os circunda continua depois que o animal nasce e durante toda sua vida, e, se ele não se processa corretamente, os genes saem fora de controle, as células crescem desordenadamente e o resultado é o câncer”. 

Trata-se de uma reflexão a respeito de um fenômeno biológico, sobre o comportamento das células, mas nos remete a uma segunda reflexão, esta sobre o comportamento das pessoas. Seríamos nós produtos de um permanente diálogo entre nosso interior e o mundo em que vivemos? Seria o ser humano um animal parcial, considerando que só controla parte de seu comportamento, estando a outra parte entregue à variação de um mundo em permanente transformação? 

Ao que tudo indica, sim. Nosso bem-estar e nossa felicidade dependem de nós – mas também do mundo e, como conseqüência, da qualidade do diálogo que estabelecemos com esse mundo. Nesse sentido, sou eu e o mundo, em permanente troca de informações e buscando o consenso – que, em última análise, é condição para a felicidade. Entender o mundo e me fazer entender por ele é o grande desafio. Ninguém deve ganhar esse diálogo, pois ele não é um embate, é um apelo de paz. O diálogo existe para que não haja imposição, e sim entendimento, compreensão e, ao final, o consenso. 

Você viverá melhor quanto melhor dialogar com a pluralidade do mundo. Por outro lado, como diria Chacrinha, comunicador da televisão brasileira que criou a expressão que logo caiu no gosto do povo: “Quem não se comunica... se trumbica”. Da qualidade do diálogo vem a qualidade da vida. Os diálogos bem-sucedidos, internos e externos, acalmam, amansam, aveludam, alegram. 



Texto publicado sob licença da revista Vida Simples, Editora Abril. 

Visite o site da revista: www.revistavidasimples.com.br

 

domingo, 29 de março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Forum do Guarujá


Quinta-Feira, 26 de Março de 2009, 21:26
Adiada mudança do Fórum para anexo das Pitangueiras
De A Tribuna On-line

Prevista inicialmente para janeiro, a transferência do Fórum de Vicente de Carvalho para o edifício do Anexo Pitangueiras, no Centro, mais uma vez teve que ser adiada. Agora, o prazo limite estabelecido pelo Judiciário para realizar a mudança é o mês de abril.

Dessa vez, a justificativa apresentada foi a necessidade de trocar o piso do imóvel, que teria ficado comprometido em virtude dos serviços que foram realizados no local, nos últimos meses. “Houve a necessidade de readequar algumas divisórias (que compunham o espaço) e isso acabou danificando o piso do prédio”, explicou a juiza-diretora do Foro Distrital,

Maria Cecília Blanco Perez, prevendo que a substituição deva ser concluída já nos próximos dias. Entretanto, ela não arriscou uma data precisa para ocorrer a mudança.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ISSO NÃO É COMIGO...



“Primeiro eles vieram pegar os comunistas, mas eu não era comunista e não falei nada.


Depois vieram pegar os socialistas e os sindicalistas, mas como eu não era nenhum dos dois eu não falei nada.


Logo vieram pegar os judeus mas eu não sou judeu e não falei nada.


E, quando vieram me pegar, não sobrava mais ninguém que pudesse falar por mim”.




Martin Niemoller pastor que sobreviveu aos campos nazistas.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lembrando o discurso de transmissão de cargo e posse da Associação Comercial do Guarujá 1999.


MUITO FAZ QUEM NÃO ATRAPALHA




Há um ano fui convidado a assumir a presidência da Associação Comercial de Guarujá. Tentei de todas as maneiras furtar-me à responsabilidade, capitulando quando percebi que nesse crítico momento ou aceitava ou veria perdido o trabalho de muitos companheiros que como eu buscavam levantar a associação que tem mais de trinta anos na cidade.
Em nenhum momento achei que seria fácil a missão.
Tínhamos poucos sócios pagantes, uma receita mensal em torno de mil reais, insuficiente para pagar o aluguel e a secretária e um saldo negativo que foi coberto antes da posse por alguns sócios.
Pior do que a situação financeira, era o acreditar na possibilidade de uma associação para servir e não para servir-se.
Ousei mostrar serviço sem pedir nada. Trabalhei com a prioridade de fortalecer o quadro associativo. Hoje temos quase 500 sócios pagantes, receita suficiente para cobrir todos os gastos, o que nos permite investir na imagem da Associação, fornecer balcão do SEBRAE, Serviço de Proteção ao Crédito, convênio com assistência médica e dentaria a custos mais baixos para os associados, na UNIMED e TOI.
Tão importante como os serviços e a representatividade conseguida, impusemos respeito.
Respeito que foi muitas vezes colocado à prova com intrigas e mesquinharias, mas que resistiu por todo o meu mandato com respostas incisivas, educadas e sem medo, fazendo calar a boca os detratores da verdade.
Nesse trajeto perdemos uns quatro ou cinco sócios por não concordarem com o que não estão acostumados a conviver.
Honestidade, probidade, hombridade e outras boas condutas que não puderam suportar.
Tivemos a perda, essa sim irreparável, do colega, amigo, mestre e responsável maior pela reativação da associação, o inesquecível Vitor de Azevedo Marques, com quem pouco convivi e muito aprendi e a quem credito todo mérito que possa ser destinado à minha gestão. Foi ele quem me convenceu que seria possível ajudar a classe e a cidade por esse caminho.
Para quem não acompanhou nesse pouco tempo o trabalho dos colegas Luis Pagode, Ronaldo Sachs, Sérgio Cesar, Heitor Gonzales, Alcy Leite e alguns outros, pode parecer que o trabalho foi fácil, mas efetivamente não foi, como podem testemunhar todos que aqui estão.
Se tivéssemos mais alguns como eles, certamente teríamos mais de mil associados, o que vamos conseguir nesse próximo ano, com o novo presidente que poderia ser sem dúvida qualquer um dos acima nomeados, mas que por nossa escolha será Heitor Gonzales, com quem estaremos bem representados.
Continuarei participando da associação com o novo conselho administrativo que terá uma função mais atuante, que junta os nomes mais representativos da cidade, sem preocupação política de agradar ninguém.
Não é possível esquecer a colaboração da nossa secretária Heloísa e do moço Wagner, bem como de muitos que anônima e abnegadamente ajudaram a colocar a Associação Comercial na confortável situação de uma das maiores associações de classe da cidade.
O trabalho da próxima diretoria será ainda mais difícil.
Pouco foi nos cobrado, já que estávamos sedimentando uma base, partindo de quase nada.
Daqui para a frente, as cobranças e comparações serão inevitáveis, o que será bom para a associação e para os associados, que deverão colaborar ainda mais para o crescimento de sua representatividade.

Alguns podem pensar que as coisas serão mais fáceis para o poder que não cumpre as suas obrigações e dificulta como pode a vida dos comerciantes.
Tenho certeza de que próximo presidente fará exatamente como eu fiz, lutando contra os privilégios odiosos dos afilhados do poder, contra a concorrência desleal que admite o comércio temporário predatório e outros privilégios que todos conhecemos e abominamos.
Seu bom senso não permitirá que confundam franqueza com fraqueza.
Para quem não colaborou e tentou prejudicar a Associação no passado. Não tente isso com a atual diretoria, pois não foi fácil e nem vai ser...
Muito faz quem não atrapalha.
Aquele com seus longos e repetitivos discursos, não tem vergonha de mentir, prometer, acusar de turma do quanto pior melhor, de fracassomaníacos, reis do blá... blá... blá... e outros termos copiados do nosso presidente, não nos ajudou em nada nesse ano, tentou na verdade e muitas vezes conseguiu, desestimular, atrapalhar, atravancar o trabalho que hoje entrego ao atual presidente que será, como eu fui, pura e tão somente representante da vontade dos que o indicaram, com um compromisso maior do que continuar o trabalho.
Com certeza o tom dessas minhas palavras não agradará a muitos e desagradará os de sempre.
Deixo ao meu sucessor os melhores votos e tenho certeza ele terá muito sucesso,para o bem e gáudio de toda a classe que representa.
Muita sorte e bom trabalho, senhor presidente.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE GUARUJÁ
Mário Pacheco Guzman

Presidente do Conselho Deliberativo
1.999

quarta-feira, 11 de julho de 2007

RAZÃO E VERDADE

Razão e verdade.

Palavras conhecidas, bastante empregadas, às vezes erroneamente.
Muitas vezes temos a razão e não temos a verdade.
Isso porque, a razão não é única, duas pessoas podem ter razão e só uma é a verdade. Não a aparência da verdade, más a verdade.
Quando discutimos com alguém, quando expomos os nossos argumentos e existe razão nos nossos motivos, muitas vezes estamos enxergando mais ou só, a importância dos fatos que nos convém. A outra parte pode ter também razão nos seus argumentos, e se estiver vendo só a importância do que lhe convém, não haverá possibilidade de acordo.
Temos que aprender a buscar a verdade e não a aparência da verdade ou simplesmente a razão.
Assim, a prefeitura está tentando resolver o problema da remodelação da orla, mais precisamente dos calçadões, necessidade desde a muito tempo protelada, por todos os que deixaram que a obra mais importante para o turismo de Guarujá, feita pelo melhor prefeito que a cidade já teve, Jaime Daige, se perdesse por falta exclusiva de manutenção. A prefeitura tem razão.
Comerciantes e proprietários de imóveis duas categorias que representam a maior força econômica da cidade, contestam a maneira como tem sido conduzido o assunto, uma vez que não existiu qualquer tipo de consulta ou estudo para a viabilização das obras, não existindo sequer projeto aprovando as medidas a serem tomadas, obras essas que por afetarem profundamente toda a comunidade precisam de seu aval.
Quem tem razão? Onde está a verdade?
Existem duas razões e uma só verdade.
Quando enfatizamos tanto a razão, que a confundimos com a verdade, estamos nos enganando e magoando mais a nós próprios do que aos outros, pois a luta de quem acha que tem razão leva mais ao desespero do que aquele que luta por alguma coisa que pode ou não estar certo ou errado, aquele que não tem a certeza de estar com a verdade.
Muito se ouve falar na possibilidade de opinar sobre o impasse de quem tem razão. Ora, pode até importar quem tem razão, quando alguém não a tem.
Como resolver o impasse com o calçadão e uma infinidade de outros, onde mais de um está com a razão? A resposta é a verdade. Não uma verdade parcial ou provisória, é preciso buscar a verdade à luz da razão.
O intuito desse artigo, é fazer entender mais uma vez, às nossas autoridades, civis e militares, que todos nós sabemos quando e quem tem as suas razões. Não estamos procurando as razões ou quem as tem ou não tem. Estamos procurando a verdade, que é o único caminho a seguir.
A verdade é única, tarda mas aparece e pune todos que delas fugiram e pune, é verdade, alguns mais, outros menos, alguns com a prisão outros com a impossibilidade de exercerem cargos ou funções. Uns com a pecha de ladrões, outros só com a triste lembrança para seus filhos e netos de que foi um malandro, corrupto ou no mínimo incompetente.
Furtar-se das obrigações legais, esconder-se atrás de razões que todos temos para alegar, quando não queremos fazer alguma coisa, é fugir da verdade, é priorizar a má vontade, é procurar sempre alguém que tenha mais obrigação do que nós, para fazer algo que precisa ser feito, seja por Pedro ou por Paulo, irmãos na obrigação de fazer, sem ter nenhuma importância as razões que cada um tenha para não fazer.


Marinho Guzman

Publicado nos Jornais 1ª. Hora e Baixada Santista