| Escrito por Marx Dantas | |
| 24-Ago-2011 | |
Quando comecei a escrever em meados dos anos 90 pelo jornal Página 20, pensava que sabia tudo sobre como ser um bom jornalista. Talvez pelo fato de ter “crescido” em uma redação de jornal, eu inconscientemente raciocinava que havia pouca coisa para aprender no duro ofício de levar a notícia ao máximo de leitores possíveis. Ledo engano! Após publicar uma “gigantesca” central com o tema: “medo” - no qual eu abordara o assunto com suas diferentes formas e consequências -, ouvi a dura verdade vinda justamente de um jornalista que tinha “anos de praia” à minha frente e que, com uma cópia do Página 20 em mãos, gentilmente disse: “Marx, você não sabe escrever!”. Era meu pai. Confesso, não foi fácil ouvir tais palavras, como também difícil foi não retrucá-lo e ficar calado. Afinal, “até o tolo, estando calado, é tido por sábio”. Mais difícil ainda foi ter de engolir o orgulho e pedir que ele me ensinasse não apenas como escrever, mas como ser um bom jornalista. Após todo o beabá, que ia de “lead”, triângulo invertido e até as cinco perguntas básicas que um jornalista deve ter em mente (o quê, quem, quando, como, onde e por quê), percebi que meu pai - mesmo com seus defeitos - trazia a preocupação de ensinar-me a saber que eu não sabia de nada. De fato, até hoje “o que sei é que nada sei”. Entretanto, aprendi algumas coisas durante essas quase duas décadas que se passaram. Uma delas é a diferença entre o bom e o mau jornalista. Aprendi que, diferentemente do mau jornalista, que acha que sabe tudo, o bom jornalista sabe que, enquanto fôlego ele tiver, haverá aprendizado, se ele quiser. O mau jornalista usa sua profissão como medida de barganhas com políticos e empresários. Dependendo de quem ele faça assessoria, até o espirro de seu patrão vira manchete no dia seguinte. O mau jornalista só sabe escrever sobre assuntos que lhe tragam algum benefício - de imediato ou futuro, não importa! O que importa é ganhar sempre! Esse é o seu lema e estilo de vida. Enquanto o bom jornalista está mais preocupado em levar a notícia e como o seu trabalho possa ajudar seu semelhante, o mau jornalista está focado em ganhar prêmios (geralmente com temas que beneficiam ou louvam seu patrão), reconhecimento e cargos com salários estratosféricos. Aliás, o bom jornalista sabe que nem tudo é digno de nota. Sabe que, se algo não é fato, não é notícia. Ele sabe e reconhece a relevância e as consequências do seu trabalho. O pior é que existem mais maus jornalistas do que bons jornalistas, e aqueles, por vezes, influenciam estes. Talvez por isso os erros sejam tão comuns e que acabem, por assim fazer, desencadeando uma inversão de princípios entre o certo e o errado até na hora de escrever. Por exemplo: é errado escrever Prefeitura Municipal. Tautologicamente, toda prefeitura é do município, portanto, os “releases” da assessoria não precisam especificar que são municipais, tipo: “Os servidores da Prefeitura Municipal de Rio Branco trabalharão neste feriado”, basta escrever “Os servidores da prefeitura de Rio Branco trabalharão neste feriado”. Outro erro comum é escrever “Lar dos Vicentinos”, tão incrustado em nosso meio que nem a população sabe que seu verdadeiro nome é Lar Vicentino (a placa na frente do prédio é a prova maior). Eu mesmo quase caí duro ao ouvir essa afirmação de meu baluarte, amigo e colega de trabalho, o revisor Beneilton Damasceno. Outro erro que já se tornou absoluto é escrever “penta campeão”, quando o correto seria escrever que o Brasil é “pentakis” campeão de futebol, já que a contagem é feita em grego, não em português. E para finalizar, o erro que me corrói o fígado: “Temperatura na capital cai para 16 graus com sensação térmica de 13”. Em primeiro lugar, é bom frisar que sensações não se medem, tampouco podem virar notícia. A sensação é relativa - se é relativa não é fato, se não é fato não é manchete. A manchete aqui é de que a temperatura caiu para 16 graus. Ponto final! Parece bobagem, mas é graças a pequenos erros assim, que, mesmo sutis, geram profissionais amadores que acham que tudo sabem, quando nada sabem. Que de formadores de opiniões, virem “re-portadores” de opiniões. Que não sabem discernir entre certo e errado. Pois o certo é estar errado. E, assim como eu em meu início de carreira, julguem a si mesmos como sábios, uma vez que os sábios, por sua própria experiência, cerrem seus lábios, sabendo que sua sabedoria será mais bem usufruída no espaço de seu silêncio do que jogada no colo dos insensatos. http://pagina20.uol.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=24058&Itemid=35 |
Mostrando postagens com marcador marinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marinho. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Maus e bons jornalistas
Políticos, festeiros e canalhas.
O mundo está cheio de festeiros.
Alguns políticos fazem muita festa quando realizam alguma coisa, tenha ela a dimensão que tiver.
Todo político gasta muito dinheiro com festas, mesmo porque, qualquer dinheiro seria demasiado.
Muitos políticos fazem festa mesmo tendo feito pouca coisa, ou não tendo realizado coisa alguma.
Políticos que fazem alvoroço na mídia e festa quando realizam alguma coisa, estão quase sempre querendo dizer que fizeram mais do que era a sua obrigação.
Políticos ganham eleições prometendo gerenciar bem as coisas que pertencem ao povo.
Políticos ganham salário para gerenciar e fazer obras para o povo que o elegeu.
Quando um político faz festa para anunciar um serviço ou obra,pretende atrair muita atenção para aquele feito, ou quer tirar a atenção e arrumar desculpas pelo que não fez.
Nem todos os políticos são assim canalhas.
Só a maioria!
As frases feitas e as palavras fáceis
As frases feitas e as palavras fáceis aparecem na nossa frente como se tivessem sido escritas para nós.
Mas elas são como os conselhos que nunca seguimos. Não porque o conselho não é bom, mas porque segui-lo é o grande problema.
Se fazer as coisas fosse tão fácil como escrever qual é o remédio, não haveria doentes.
Não esqueça, para as aparentes soluções fáceis sempre há decisões quase impossíveis.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
O prêmio ou o castigo das pessoas é serem como elas são.
O invejoso sofre mais pelo que os outros tem, do que pelo que lhe falta.
É comum, sentir uma diferença no olhar do interlocutor quando lhe bate uma ponta de inveja.
É bom que se diga, que nem toda a inveja é ruim ou tem maldade.
Existe um tipo de inveja que demonstra admiração, satisfação, simpatia pelo sucesso material ou não que as pessoas conseguem e que se lhes diferencia de alguma forma.
É motivo de satisfação invejar as pessoas inteligentes, bem sucedidas, elegantes e bonitas, o que de alguma forma ajuda com que se nos de vontade de ser como elas, alcançando o mesmo sucesso.
Existe entretanto uma inveja, que como se diz, mata.
É aquela que esta na popular frase: inveja de doer, ou inveja de matar.
Essa inveja, ao invés de ser positiva, como a outra, destrói, amarga, incita a comentários pouco construtivos para não dizer maldosos, impiedosos e quase sempre mentirosos.
Essa inveja é um desvio de carárater e como tal, inaceitável no convívio entre amigos ou pessoas que querem se relacionar bem.
Como no caso do malandro, existe uma maneira de não ser prejudicado pelo invejoso.
É guardar distância prudente e se possível for, suficiente para estar longe dos seus olhos e comentários.
O sujeito que tem mania de que todos sentem inveja dele, é na verdade um invejoso.
Dizem, que a inveja transmite fluidos negativos e que podem prejudicar alguém.
Acredito que isso seja possível, na mesma medida em que é ruim andar com as pessoas que tem defeito de caráter, ficando bem difícil sermos de qualquer forma afetados quando guardamos distancia prudente desse e de qualquer tipo de mau carater.
Além disso, está mais do que provado de que todo o bem ou mal que emanamos a nos volta potencializado e é por isso que as pessoas invejosas quase sempre são mal sucedidas em uma ou todas as coisas importantes da vida.
Como sempre ouvimos falar, principalmente das pessoas mais experientes, ou que nos querem bem, diz-me com quem andas e eu direi o que te espera.
O prêmio ou o castigo das pessoas é serem como elas são.
Uma segunda-feira igual, mas diferente.
Nunca uso despertador.Acordo antes das 6 horas da matina completamente lúcido.
E hoje não foi diferente.Nem igual. Com consulta marcada há dias no urologista é inevitável um dedo de medo...
Tudo bem diferente para mim.
Não é a primeira vez nem será a última e nem a primeira vez foi inesquecível.
Isso é o tipo de coisa indolor que chega a doer para quem não está acostumado a submeter-se , ou “submetê-lo a um exame. Qualquer exame.
É inexorável e a hora “H” se aproxima.
Lembro-me do velho ditado:” Um palmo longe do meu c..., qualquer c... é bom”.
Resta a esperança de que nesta véspera de feriado o médico dê o cano, não apareça, desapareça. Ou eu mesmo desista covardemente dessa experiência para a qual “tem que ser macho”.
domingo, 13 de novembro de 2011
Gostosas
Explica que posso estar escrevendo sobre pizzas e lasco logo uma gostosa de biquíni para enfeitar os rabiscos e coisa e tal.
Já com sono, na hora em que abri o e-mail, não percebi que o Felício estava mesmo é querendo me sacanear e saber quem era a gostosa que segurava a tal da pizza.
Fui breve. Respondi que não tenho nenhum problema, com nenhuma mulher ,e que se ele não gostasse da pizza ou da gostosa,que fosse encher o saco do Inconfidente Manoel Vergara, esse sim que tem um puta problema com mulher ou pelo menos com a Antonieta,provavelmente a única mulher com quem ele se preocupa e que como todas não está nem aí para ele...
Isso foi ontem. Hoje quando estava revendo alguns e-mails reli o do Felício e só então me dei conta que ele estava me sacaneando e querendo uma dica da gostosa.
Expliquei que era uma especial de R$50,00. Completinha, satisfaz ao mais fino paladar, a gente come em casa mesmo. Mandei o telefone e estou esperando que ele trace a gostosa para saber a sua opinião.
Ah...ele perguntou também o preço da pizza. Quem me conhece sabe que R$50,00 é o máximo que eu pago.
Se você quiser saber quem o telefone da pizza pode perguntar que eu conto. Já o telefone da gostosa, esquece...ela esqueceu o celular no taxi.
Nunca dei dinheiro para mulher. O máximo que eu faço é dar R$200,00 para o taxi...
Caros amigos do Facebook
Nós, meus amigos usuários do Facebook, somos de uma geração de precursores de uma nova maneira de interação e comunicação que mudou tudo o que se conhecia até agora em relação a interagir. No mais amplo sentido da palavra que se possa imaginar.
Quando a gente para e pensa, percebemos que somos nós próprios os participantes mais importantes de um gigantesco BBB.
Com os parceiros expostos e nos expondo, aprendemos, ensinamos e assimilamos diariamente milhares de sensações de várias naturezas. Algumas novas, outras esquecidas, quase podemos sentir a proximidade de quem pouco se conhece ou de pessoas que a gente conheceu mas não vê há muitos anos.
Compartilhar uma música, uma foto ou simplesmente alguma lembrança é recriar situações inimagináveis há bem pouco tempo.
Nada é gratuito, sempre há um preço a ser pago, que é fornecer ao Facebook dados que ele vai usar para seu próprio benefício na obtenção do lucro com a publicidade.
Por outro lado, todos nós também ganhamos com a rapidez e a precisão com que a publicidade nele inserida atende com mais ás nossas pesquisas e necessidades.
Por que estou escrevendo aqui e agora, expressando o óbvio todos vocês? É para agradecer explicitamente e com muitas palavras aqueles que com um simples “curtir” me brindam diariamente com a presença que eu sinto, faz a diferença.
Num mundo onde quase não se tem tempo para trocar algumas palavras com as pessoas mais próximas, sinto que é preciso deixar bem claro quão bom é sentir a proximidade Facebookiana dos meus amigos.
sábado, 12 de novembro de 2011
Após ser fotografada com o jogador Neymar em iate em SP, Carol Abranches pega praia na Barra da Tijuca, no Rio
Neymar afirmou que Carol é só amiga de amigos e que ele não teve nem quer ter nada com ela. Quem é o bundão???
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Por si só, redes sociais não unem marcas e consumidores
FOLHA DE SÃO PAULO (SP) • MERCADO • 8/11/2011
Vivemos em um mundo carregado de características de velocidade, imediatismo e atemporalidade. Passamos por momentos em que a comunicação abre espaço para se tornar lenha que alimenta a cultura cibernética.
As formas e as técnicas de comunicação sofreram mutação e se reinventam.
A regra atual é não ter regra, só o que importa é a busca pelo engajamento, compreendido como a possibilidade de mobilização de pessoas para determinado fim.
As mídias sociais, seja no caso das últimas campanhas políticas no Brasil, nos EUA, ou mesmo no uso por empresas, servem para qualquer ação que necessite de mobilização e engajamento.
É ingênuo acreditar que as novas técnicas por si só transformam e mobilizam. O que gera engajamento são as razões, os motivos de existência de determinada ação.
Se no passado o surgimento da comunicação moderna trouxe visão clara de quem fala e recebe a informação, hoje o comportamento do consumidor no meio digital não é preestabelecido.
As técnicas mais avançadas para conquista de clientes incluem marketing cruzado e inteligência de negócios. Na esfera on-line, estão e-mail, SMS, TV interativa, além das mídias sociais.
Alguns casos ilustram esse fenômeno da mudança na comunicação, como o da Unilever para o Dove, na campanha "Real Beleza", ou o da cerveja Devassa, com o a imagem da cantora Sandy.
São campanhas que rompem o modelo de "mulher perfeita" e trazem à tona a tendência de autorreconhecimento e aceitação.
Elas conseguiram transformar a comunicação em um fenômeno que une as pessoas em torno de uma ação ou cria defensores da marca. São exemplos de como mobilizar grupos para uma certa ação.
ALEXANDRE MARQUESI é professor da pós-graduação em marketing digital da ESPM.
sábado, 5 de novembro de 2011
Salmo 118 Êxito: Observe os seus preceitos e os seus projetos terão êxito.
Agradeça a Deus, pois o Seu amor me para sempre!
Na angustia Ele me alivia, no medo Ele me protege.
Na guerra Ele me dá ma vitória, na desconfiança Ele me refugia.
Na emboscada Ele me socorre, na queda Ele é força que me sustenta.
Viverei para contar as obras de Deus e os feitos que Ele realizou por mim.
As portas do triunfo serão abertas, e eu entrarei como um vencedor.
Deus nos dá alegria e prosperidade, Ele nos ilumina!
Tudo o que se realiza com determinação, disciplina e dedicação e sem vaidade humana torna-se grande e cheio de êxito.
Persistir naquilo que acreditamos permite concretizar com êxito aquilo que sonhamos.
Salmos-Espelho da Alma – Nívea Mallia Cittadino- Editora Elevação
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Feche algumas portas. Não por orgulho, mas porque já não levam a lugar nenhum.
Na minha vida procurei escolher bem os caminhos.
É bem verdade que nossas primeiras escolhas dependeram antes das escolhas feitas pelos nossos pais.
Os primeiros passos, as primeiras escolas e a convivência de tenra idade podem orientar e decidir por você ser uma pessoa de sucesso ou mais um daqueles garotos e garotas que lêem mal, escrevem pouco e raciocinam só o suficiente para passar de ano com notas mínimas.
Freqüentei ótimas escolas e fui bem orientado até os 14 anos.
Depois disso, família desfeita e eu por mim mesmo,nem sempre fiz escolhas brilhantes.
Depois disso, família desfeita e eu por mim mesmo,nem sempre fiz escolhas brilhantes.
Ainda assim acho que abri mais portas do que fechei e conheci o lado bom e fácil da vida pelas facilidades que meus pais me proporcionaram.
É difícil dizer quando foi que cansei de abrir portas e tentar fazer com que elas permanecessem abertas. No máximo, não as fechei ruidosamente nem tentei lacrá-las. Não nego que nos últimos anos fechei mais portas do que abri e não tentei manter abertas portas que não mostravam um caminho fácil.
Nem sempre as boas lembranças vem de pessoas que mantive como amigos.
Os defeitos que na juventude pareciam pequenos e suportáveis agora parecem insuportáveis por mais de algumas horas.
A alegria proveniente do álcool antigamente era fundamental. Hoje é inconveniente.
Portas que não levam a lugar nenhum são como qualquer coisa que você tem que manter, cuidar, zelar para que não caiam sobre você.
Não tema fechar portas nem deixe que qualquer um entre pelas janelas...
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
VENDO COBERTURA DUPLEX NA PRAIA DE PITANGUEIRAS EM GUARUJÁ COM FRENTE TOTAL PARA O MAR.
DUPLEX: 11º e 12º Andares, cobertura Área útil: 357,39 m2
Três entradas independentes:
Imóvel único no Guarujá, 20 metros de sacada no terraço da única cobertura do prédio, frente total para o mar, no Edifício Perequê, um dos mais tradicionais do Guarujá, Construtora Richard Lotufo, com apenas 25 apartamentos em seus 12 andares e sem dúvida o mais bem conservado.
Localização: Praia de Pitangueiras entre as ruas Santo Amaro e Quintino Bocaiúva.
Serviço de praia:
11º Andar: A característica principal é que esse andar pode ser transformado com a simples movimentação de de painéis de madeira decorativos em 1,2,3 ou 4 suítes. 175,91 m2.
Cozinha Kitchens mais do que completa, dependências de empregada reversível. Duas entradas independentes;
12º Andar: Salão e terraço, sauna úmida, banheiro completo, lareira e imensa Jacuzzi, tudo em 181,48 m2.
Possibilidade de construção de suítes ou divisão ao gosto do comprador.
Entrada independente.
No térreo três garagens, sendo uma com andar superior para depósito (antiga acomodação para motorista).
Depósito exclusivo e individual no térreo para guardar moto, bicicleta e material de praia.
Aceito parte do pagamento em imóvel de fácil comercialização até 30% do valor.Posso parcelar uma parte.
Aceito colaboração de imobiliária ou corretor credenciado.
Visitas só agendadas .
Preço e condições de pagamento a combinar com o proprietário pelo e-mail: falecomodono@uol.com.br ou pelos telefones:
(13) 9713-2020 / Nextel (13)7807-6981 - ID 24*52727.
O ponto G e o botão do foda-se...
Metade do sucesso de um artigo é o título.
Se ele não chamar a atenção, mesmo que seja ótimo, não vai atingir seu objetivo.
A verdade é que o ponto G pode estar intimamente ligado ao botão do foda-se.
Depois de uma certa idade, se você não encontra o ponto G pode ter certeza de que está na hora de apertar o botão do foda-se...
domingo, 30 de outubro de 2011
João Doria Jr. leva 'obsessão' para o mundo dos negócios
Empresário e apresentador lidera um grupo com participação em 6 empresas
Pela segunda vez à frente do programa "O Aprendiz", ele admite desconforto com o papel de demitir
MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO
Do Jornal Folha de São paulo
Pela segunda vez à frente do programa "O Aprendiz", ele admite desconforto com o papel de demitir
MORRIS KACHANI
DE SÃO PAULO
Nos primeiros minutos de conversa com a Folha, o empresário João Doria Jr. usou a palavra "obcecado" quatro vezes. E não à toa. Aos 53 anos, liderando um conglomerado de seis empresas, entre as quais a Casa Cor (da qual é acionista) e o Lide (Grupo de Líderes Empresariais), Doria gosta de atribuir sua projeção à disciplina, ao planejamento antecipado e a um detalhismo ferrenho.
Ele trabalha 18 horas por dia, de segunda a sexta-feira. Aos domingos, a partir das 18h. Quatro secretárias o assessoram. Não demora mais de 24 horas para responder e-mails. Não fuma, não bebe, não fala palavrão. Está sempre de barba feita, veste-se impecavelmente e usa gel no cabelo desde criança.
Até em sua casa no Jardim Europa (São Paulo) ele é assim. "O João não consegue ver um quadro torto. A gente chega a encontrá-lo recolhendo lixo do jardim. Se houver bagunça na casa ele não dorme", diz a mulher, Bia Doria.
O casal tem três filhos, de 17, 10 e 9 anos. O mais velho, João Doria Neto, ou Johnny, já trabalha no escritório do pai e os outros dois estagiam quatro horas por dia nas férias. "Quero criar sucessores, não herdeiros."
Pela segunda vez João apresentará o programa "O Aprendiz" na TV Record, com estreia no dia 1º (veja texto na página ao lado). Ele admite certo desconforto no papel. "Não gosto de demitir, apesar de fazer um programa que demite. Gosto de construir."
Recentemente, Doria, que em 2007 liderou o controvertido movimento "Cansei", se filiou ao PSDB. O ex-presidente FHC disse à Folha, por e-mail: "Vi João Doria envolvido nas Diretas Já, e ajudando os governadores Montoro, Covas, Alckmin. Ele tem uma qualidade rara: sem deixar de ser objetivo, mantém lealdades políticas e pessoais".
Doria não revela o faturamento das empresas "nem amarrado". O carro-chefe é o Lide, que reúne eventos, atividades, publicações e programas corporativos. Desses, o mais vistoso é o Fórum Empresarial, realizado todos os anos com a elite dos presidentes de empresas brasileiras e estrelas políticas.
As cotas de patrocínio são bancadas por empresas que, em troca, recebem visibilidade e merchandising. Os valores não são divulgados, mas o mercado estima preço mínimo de R$ 200 mil.
Do Jornal Folha de São paulo
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Desabafo...
Se você foi prejudicado pela greve dos Correios, com a greve dos bancários e vai continuar sendo prejudicado por cada imbecil que faz greve, ao invés de conseguir na Justiça seus direitos, faça-os saber que você não ficou feliz com essas incompetências que te prejudicaram.
Se você está sendo prejudicado por um funcionário público de merda que trabalha num dos Ofícios do Forum, que ganha pouco e ainda é mais do que merece, nada de tapinha nas costas, reclame!
E quando você olhar para aquele Juiz que está retendo seu processo porque não sabe o que fazer além de rabiscar “ diga o autor”; “diga a parte”, diga a puta que o pariu.... bem, ele também sabe que é um merda e que não merece estar aonde está, não merece o que ganha e toda aquela autoridade acaba quando ele está se cagando na privada.
domingo, 9 de outubro de 2011
Tem gente que critica a cultura da internet porque nem isso tem.
Auto retrato van gogh
A ideia de que o Google é falsa cultura ignora que o saber só alternou o lugar onde também pode ser armazenado.
Antes eu ia à biblioteca, hoje vou ao Google.
Quem nunca foi aum museu pode conhecer todas as obras de arte pela internet e quem aprende com isso é um vitorioso.
Tem gente que critica a cultura da internet porque nem isso tem. M.G.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Abaixo o sutiã
FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO -
SÃO PAULO -
"Amor, eu estourei o limite do cartão de crédito. Do seu e do meu." Vestida e afetando culpa no tom de voz, Gisele Bündchen dá a má notícia ao marido imaginário. Essa é a maneira errada de abordar o assunto. A maneira certa, explica a propaganda de lingerie estrelada pela modelo, é de calcinha e sutiã, requebrando com a mãozinha na cintura e a fala sensual.Se a propaganda está no ar, é porque deve ter alguma eficácia. Mas não é preciso muito para perceber que estamos diante de mais uma fashion-cafajestada, entre tantas outras do mercado da publicidade, basta ligar a TV para constatá-lo.Pior, no entanto, do que o apelo ao machismo mais vulgar é a disposição do governo para combatê-lo recorrendo à censura. A Secretaria de Políticas para as Mulheres acionou o Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, para tirar a peça do ar. É uma medida obscurantista, além de desencadear o efeito contrário ao pretendido por essas feministas de tesoura.A propaganda, diz a secretaria, reforça "o estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços alcançados para desconstruir práticas e pensamentos sexistas". Sim, estamos de acordo -mas e daí?Em nome de que a propaganda deve estar necessariamente em sintonia com valores progressistas ou submetida à visão igualitária da relação entre o homem e a mulher?Como conciliar a defesa da emancipação e dos direitos da mulher com a opção regressiva e autoritária pela censura? O que, afinal, é mais nocivo e perigoso para quem aspira viver numa sociedade com menos discriminação e mais esclarecida: a moral da história do anúncio ou a iniciativa do governo para bani-lo da tela?Com sua cruzada, a ministra Iriny Lopes folcloriza as atribuições de uma pasta que tem assuntos reais para enfrentar. Só falta lançar uma campanha de esclarecimento público: Gisele Bündchen faz mal à saúde.
O pior do caso da Gisele Bündchen
Há um grupo de pessoas, do qual eu faço parte, que é muitas vezes debochada por ser "politicamente correta". Nunca entendi bem essa crítica, afinal o que se pretende é preservar os direitos de quem, no cotidiano, é vulnerável. Isso significa apenas educação para a cidadania: um olhar crítico a comentários que possam ofender negros, judeus, mulheres, deficientes, migrantes, nordestinos, homossexuais. Mas está virando moda dizer que essa visão é atrasada e estimularia a censura. Aí está o pior do caso do comercial da Gisele Bündchen.
Pode-se achar a propaganda de mau gosto, mas, em alguns casos, a repercussão acaba dando força a quem se imagina engraçadinho ao desrespeitar as outras pessoas. É um exagero, na minha visão, o governo tentar coibir esse anúncio.
Gosto muito mais da ideia de brigar no campo das palavras: estimular o debate.
A santinha Sandy fazendo pose de devassa para vender cerveja? Vamos mostrar o ridículo. Rafinha Bastos brincando com estupro? Vamos fazê-lo ver a falta de graça e que tudo tem limites. Mulheres se sentem ofendidas em se ver como objeto sexual? Compre-se outro sutiã.
O governo entrar como entrou contra o comercial soa um tanto ridículo.
O pior do caso da Gisele é passar a sensação de que politicamente é ser chato e intolerante. Quando, na verdade, o que se combate é a intolerância em nome do respeito à diversidade.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Gatos
O primeiro ancestral do nosso querido gato doméstico,o miacis viveu aproximadamente há 40 milhões de anos, era um animal com características muito diferentes em relação à classe atual dos felinos. Acredita-se que ele vivia em arvores para se proteger dos predadores. Na evolução da espécie o Dinicts, foi o que começou a ter traços semelhantes aos felinos de hoje, isso aproximadamente há 10 milhões de anos. Estão presentes na sociedade, como animais domésticos, desde cerca de 9 mil anos atrás. Nesse tempo, foram perseguidos, adorados como deuses, serviram de utilidade pública, ou simplesmente amados por uma família. Há dois mil anos, o gato era tido como animal sagrado no Antigo Egito. Bastet, a deusa da felicidade e da fertilidade, era geralmente representada por uma mulher com uma cabeça de gato, bem como o seu animal-totem, que igualmente era considerado um deus. Além de Bastet, Rá e Osíris, também deuses egípcios, ocasionalmente eram representados por figuras de felinos. Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida; mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois Europa. Na Índia o gato foi, domesticado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.
A Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. Nesse período eles passaram a ser perseguidos pelos fanáticos religiosos, os mesmos que os acolheram durante muito tempo: os cristãos. Era visto como um animal do diabo, pricipalmente os de cor preta e também por causa da sua ligação com Bastet, deusa da fertilidade e Fréia, a deusa do amor. Milhares de gatos foram queimados em praça pública, juntamente com mulheres acusadas de bruxaria. Somente após o final da Idade Média os gatos puderam desfrutar as suas sete vidas da maneira que sempre quiseram: instalados confortavelmente nas casas dos humanos, com comida à vontade e várias regalias. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias. Em diversas culturas da Antiguidade, em especial nas culturas orientais, o gato era considerado um guardião das almas dos mortos, detentor dos mistérios da vida e da morte, um condutor que as levava até o outro lado. Sob esta perspectiva, o gato era adorado como divindade, e reverenciado como animal de grande poder místico. "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final." (The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman).
Na mente de muitas pessoas, o gato ainda é um animal misterioso, quase sagrado, de uma visão além do normal e uma percepção aguçada.Diz-se mesmo que teria poderes paranormais, que saberia muito mais dos segredos da vida do que nós. Qualquer pessoa que tenha tido a chance de conviver com um gato percebe facilmente que boa parte dessas características parece mesmo ser verdadeira. Os gatos realmente parecem ter uma percepção extrasensorial, uma visão diferenciada, além do normal. Quase sempre dão a impressão de pertencerem a uma esfera superior, a um nível mais elevado de consciência. Os gatos parecem saber exatamente como nos sentimos, mesmo que não externemos nenhuma reação diferente. Estão sempre por perto quando precisamos, mesmo sem serem chamados. E compreendem perfeitamente o que dizemos. Perceba como o gato o encara enquanto você fala com ele. Olhe dentro dos seus olhos, você verá neles a chama da inteligência. Perceberá a compreensão latente em seu olhar profundo e penetrante. Por sua espiritualidade intrínseca, os gatos foram usados como forma de proteção contra energias negativas e como vetores de cura. Os celtas diziam que os gatos, assim como demais animais domésticos, eram a reencarnação de parentes já falecidos, ancestrais que reeencarnavam nessas formas de vida para aconselhar. Nessa corrente de pensamento, o gato era considerado o animal mais apropriado, justamente por sua percepção aguçada.
Animal enigmático, considerado sagrado ou maldito por diferentes civilizações ou em diferentes épocas, a fascinação que produz a sua contemplação tem algo de esotérico e misterioso. Este pequeno representante da família dos felídeos, esteve unido à história do homem com um carisma totalmente diferente ao do cão. Ao contrário deste, o gato não perdeu a sua identidade de animal semiselvagem, a sua independência e o seu absoluto desprezo a tudo o que não satisfaça o seu instinto. O cão abandonado sofre mais por falta de afeto que por carência de alimentos ou de lar; o gato além de não necessitar do dono, se aproxima ao homem para aproveitar o que o seu anfitrião pode oferecer-lhe: comida, calor, carinho, etc. A beleza do gato, além das suas qualidades de felino, se encontra no seu comportamento libertário. Jamais será dominado, se ele não quiser, pelo capricho do seu dono; só se aproximará para se esfregar no seu cuidador quando ele quiser e não para exteriorizar afeto, mas por pura voluptuosidade. É capaz de viver à margem do lar e completamente autosuficiente no que se refere à alimentação num meio rural ou urbano primário e, inclusive, nas grandes metrópoles é capaz de sobreviver de restos, de desperdícios e da caça de pardais e de outras avezinhas. As diferentes raças de gatos são devidas à seleção artificial, realizada pelo homem, mas é curioso comprovar que não são tão polimorfas nem diversificadas como as do cão nem, com certeza, tão numerosas como as deste. O comportamento do gato é inerente à espécie e não se determina conforme as raças, ao contrário do que acontece com o cão.
Apesar do homem ter 15 vezes o tamanho do gato, este tem mais ossos no seu corpo, tem 230 ossos, enquanto o homem tem 206. Muitos estão localizados na cauda, que quando levantada, mostra orgulho e contentamento no gato. Quando estendida e reta, mostra que está espreitando a caça. Enrolada diz que o gato está espantado ou aflito, e quando sacudida de um lado para o outro, pode indicar que ele está zangado. O gato possui movimentos cadenciados porque suas patas são densamente peludas, o que parece ser seu cotovelo, quando ele se move, é seu calcanhar, pois o gato é digitígrado, que significa andar ou correr na ponta dos dedos e com o calcanhar para cima. O número normal de dedos nas patas dianteiras é cinco (sendo que um é o polegar), e quatro dedos nas patas traseiras. Muitos gatos são polidáctilos, isto é, têm mais dedos que o normal, usualmente 6 na pata dianteira; mas existem outras variações. As pernas posteriores são mais compridas e mais fortes que as dianteiras, o que lhes permite saltar com grande habilidade. Diferentemente de muitos outros animais que movimentam as pernas dianteiras e traseiras do lado oposto ao mesmo tempo, o gato movimenta sua perna traseira e dianteira de um mesmo lado e depois as do outro.
A principal arma defensiva são suas garras. Elas podem estender-se para pular e brigar, ou retrair-se para andar silenciosamente ou quando ele estiver descansando. O ato de estender e contrair as garras repetidamente é chamado "amassador" e muitas vezes é acompanhado do ato de ronronar. Todas as garras dos dedos dos gatinhos apontam para um direção, por isso é que a única forma de um gato poder descer de uma árvore é de costas. isso explica porque muitos gatos não conseguem descer de árvores e têm que ser socorridos. Os gatos usam seus dentes para agarrar, segurar e cortar alimentos. Ele corta e rasga seu alimento ao invés de esmagar e triturar. A língua do gato é áspera (devido às glândulas e papilas presentes) e é usada como uma espécie de colher para beber líquidos, além de ter dupla função: com ela o gato se penteia e escova, mantendo-se limpo. O olho é seu traço mais marcante, muitas vezes comentados por sua deslumbrante beleza. Eles são tão grandes, que os olhos do homem, para propositalmente serem do mesmo tamanho, deveriam ter vinte centímetros de largura. O seu sentido mais aguçado é a visão. Através dos seus olhos, um gato pode enxergar à noite ou a níveis muito baixos de luz. Ele pode distinguir os graus de claridade muito melhor que o homem e prefere lugares quase escuros. Entretanto, ele não distingue cores e as vê como vários tons de cinza, dependendo da claridade. Ele enxerga somente as mudanças de luz. Assim, se nada se move onde ele está olhando, ele nada vê. por essa razão, o gato movimenta seus olhos muito levemente, fazendo a cena mover-se e se tornar visível. Como caçador que é, o gato gosta da perseguição e captura das presas mais comuns: passarinhos, roedores, lagartixas, etc.; embora adaptado perfeitamente à vida diurna, seus hábitos são preferentemente crepusculares ou noturnos, enquanto durante as horas do dia, dorme e observa hieraticamente o mundo que o rodeia. Um gato que goze de semiliberdade pode, por mais bem tratado que esteja, abandonar o lar do seu proprietário e instalar-se no do vizinho se lá é alimentado e não fustigado. Estas peculiaridades do gato o tornam querido ou desprezado pelo homem, mas sempre respeitado pela sua eficácia como controlador roedores indesejáveis. O gato, sempre com a sua idiossincrasia controvertida e o seu magnetismo particular, constitui um dos mais atrativos animais domésticos.
Durante séculos, no mundo inteiro os gato conseguiram sobreviver ao fogo e a água (milhares foram mortos em fogueiras e rios). Mas apesar da perseguição, sobreviveram, perpetuado a espécie. Talvez por este motivo se diga que os gatos têm sete, ou nove vidas. Não há sem sombra de dúvida nenhum animal tão martirizado em todos os tempos. Nos tempos modernos continuam envoltos em lendas, crendices e preconceitos. Embora descendentes de protagonistas de uma história de amor e ódio tenha hoje mais mais aliados, que inimigos. Há mais de 20 anos, a escritora Lygia Fagundes Telles ama os gatos, a ponto de fazer essa declaração em seu livro A Disciplina do amor. O gato sempre exerceu fascínio sobre as pessoas. O clássico poema de T.S Eliot, O nome dos Gatos, inspirou o musical Cats, encenado anos a fio, na Broadway, com lotação sempre esgotada. Aliás, T.S Eliot escreveu um livro inteiro de poema sobre gatos. Thomas Gray escreveu uma poema imortalizando uma gata chamada Selima. Victor Hugo tinha um diário no qual escrevia ternamente a seus gatos. E Pablo Neruda não sairia impune, também escreveu sobre eles. O gato também era o animal favorito de Edgar Allan Poe e Stephen King. Também serviram de inspiração para o cartunista Jim Davis, que criou o personagem Garfield, um gato gordo, preguiçoso e cínico, com uma personalidade forte. As tiras em quadrinhos que começaram a ser publicadas em 1978, hoje aparecem diariamente em 2.400 jornais de todo o mundo. O próprio Jim passou sua infância com mais ou menos 25 gatos, apesar da asma. Mas o Garfield, não é o único gato famoso dos desenhos, quem não conhece os gatos — Felix (Pat Sullivan), o Gato risonho (Alice no País das Maravilhas), Lúcifer (gato da Cinderela - Walt Disney), Si e Ao (Gatos da Dama e o Vagabundo - Walt Disney), Frajola (Frajola e o Piu-Piu - Warner Bros), Tom (Tom e Jerry - Warner Bros). Na literatura infantil temos as histórias: "O Gato de botas" e a "Gata Borralheira", do francês Charles Perrault; "Os músicos de Bremem", dos irmãos Grimm. Inteligentes, ariscos, curiosos; talvez parte desse fascínio venha do fato de que o gato conserva muito dos instintos selvagens, também fascinam seus admiradores pelos gestos sinuosos, pelo ar indiferente de quem nunca atende quando é chamado, mas ganham carinho ao se tornar irrestíveis quando assim desejam. A lista dos seus apaixonados inclui muitos nomes famosos como os intelectuais Voltaire, La Fontaine, que enfatizava a astúcia do gato, em suas fábulas. O poeta romântico inglês, Lord Byron, defendia todas as virtudes do gato. Os nomes políticos: a rainha Vitória, Abraham Lincoln, Mussolini entre muitos outros. Quanto aos artistas, temos Manet, Rodin, Ravel e Picasso. Leonardo da Vinci adorava desenhar gatos correndo, lutando, lavando-se ou repousando. Os pintores como Auguste Renoir, Fernando Botero, Andy Warhol e o brasileiro Aldemir Martins transformaram-no em obras de arte. O escritor Charles Dickens, o físico Albert Einstein, o ator Robert De Niro, a atriz Sofia Loren. Os escritores Colette, Mark Twain, Honoré Balzac, Victor Hugo, Raymond Chandler, Jean Colteau, eram admiradores confessos. O escritor Charles Perrault que criou o celebre "Gato de Botas", não foi o único, o escritor Edgar Alan Poe fez do gato o tema de alguns dos seus melhores contos.
O cardeal Richelieu, ministro da monarquia francesa no século XVII, era tão devotado a seus 14 gatos que lhes deixou parte de sua herança em testamento. O escritor americano Ernest Heminqway gostava tanto de seus gatos que partilhava a mesa com eles. Chegou a ter 40 gatos de uma vez. Ilustres brasileiros como o físico Mário Schenberg teve vários gatos; a psiquiatra Nise da Silveira usou-os como co-terapeutas e o escritor João Guimarães Rosa adorava seus felinos. Muitas personalidades famosas o detestavam, mas sem dúvida a lista dos seus admiradores é bem mais extensa. Em todas as épocas, escritores, poetas, pintores, músicos, têm utilizado seus talentos para venerar seus gatos. Será de algum conforto para os criticados possuidores de animais domésticos, hoje freqüentemente acusados de perturbarem o ambiente com seus animais, o fato de que os "antianimais domésticos" morrem mais cedo que eles. Há duas razões para isto. Em primeiro lugar, é sabido que amigável contato físico com os gatos reduz bastante o stress aos seus companheiros humanos. A relação entre humanos e gatos é tocante, no pleno sentido da palavra. O gato roça-se pelo corpo do dono e este acaricia o pêlo do gato. Se tais donos de gatos fossem levados para um laboratório a fim de fazerem teste às suas reações fisiológicas, verificaria-se que os sistemas dos seus corpos se tornariam nitidamente mais calmos, quando começassem a acariciar os seus gatos. A tensão baixa e o corpo descontrai-se. Estas formas de terapia foi provada na prática num grande número de casos agudos, quando doentes mentais melhoravam de forma notável, depois de serem deixados na companhia de gatos domésticos. Todos sentimos uma espécie de libertação através de um simples e honesto relacionamento com o gato. Esta é a segunda razão do benéfico impacto do gato nos humanos. Não se trata, apenas, de uma questão de "tocar", por mais importante que ela seja. É também uma questão de relação psicológica ligada as complexidades, traições e contradições das relações humanas.Todos nós somos feridos por certas relações, de tempos a tempos, alguns agudamente outros de formas mais ligeira. Quem tiver severos traumas mentais, terá dificuldade em resolve-los. Para estes uma ligação com um gato pode provocar grandes recompensas, devolvendo-lhes a fé nas relações humanas, destruindo as suspeitas e o cinismo e sarando as antigas feridas. Um estudo especial feito nos E.U.A, revelou recentemente que para aqueles a quem o stress provocou perturbações cardíacas, a posse de um gato pode constituir, literalmente a diferença entre a vida e a morte, reduzindo a tensão arterial acalmando o cansado coração. Estudou-se cientificamente que um dos primeiros métodos para diminuir a tensão arterial, numa pessoa que sofre de hipertensão, é a presença de uma animal domestico. O fato é que o gato, assim como o restante dos animais, parece estar em um patamar muito mais elevado que o nosso. Sua compreensão a respeito da vida é muito mais ampla e fundamental que a nossa. Seu respeito ao ciclo natural é imensamente maior. Sua espiritualidade e ligação direta com a energia criadora do universo é muito mais desenvolvida que a nossa. Eles verdadeiramente conhecem a face de Deus. Realmente vivem a vida como deve ser vivida. São inigualavelmente superiores.
_____________________________________
Editado por Maria Luna para Luna e Amigos
Fonte: How to look after your cat, Purina, 1998 - www.intercat.com.br
QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ Chico Buarque (Brazil) - 1966
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
Quando o samba começava, você era a mais brilhante
E se a gente se cansava, você só seguia adiante
Hoje a gente anda distante do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
O meu samba se marcava na cadência dos seus passos
O meu sono se embalava no carinho dos seus braços
Hoje de teimoso eu passo bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço no barraco e no cordão
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
Todo ano eu lhe fazia uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse
Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia
Quem brincava de princesa acostumou na fantasia
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria
Quero que você assista na mais fina companhia
Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhece
Assinar:
Postagens (Atom)






