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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

BOLETIM DA FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas)

Em defesa da profissão de jornalista
03/02/2009 16:55
FENAJ e Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma definem novas ações

Com o fim do recesso no judiciário, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma para o exercício da profissão, está no centro das lutas dos jornalistas brasileiros em 2009.

Engajados no fortalecimento do movimento, a Executiva da FENAJ e a Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma preparam novas peças, orientações e atividades.

Reunida em Brasília nos dias 24 e 25 de janeiro, a Executiva da FENAJ definiu novas ações e materiais para a Campanha.

Compreendendo a defesa do diploma como instrumento necessário para a defesa do interesse público na comunicação, para a qualidade da informação, do Jornalismo e para a valorização da profissão, a Executiva da Federação deliberou que as peças a serem produzidas, como um folder e DVD para ampliar o diálogo com a sociedade, terão nova logomarca, identidade visual e que a campanha em defesa do diploma deve estar intimamente ligada com a campanha em defesa da criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ).

Já a Coordenação da Campanha, que se reuniu no dia 29 de janeiro, encaminhou novas orientações aos integrantes do movimento. Além de indicações já apontadas anteriormente, como a de dar visibilidade à defesa do diploma nas atividades de Carnaval e prosseguimento de eventos de lançamento do livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade”, bem como de disponibilização do livro para venda na internet e livrarias, devem ser buscados novos apoios ao movimento.

A Coordenação da Campanha prepara um novo calendário de mobilização.

A ideia é ligar a campanha em defesa do diploma com as datas importantes para o campo do Jornalismo, como 7 de abril (Dia do Jornalista), 3 de maio (Dia Mundial da Liberdade de Expressão) e com o calendário de eventos das entidades que integram o movimento. Outra proposta é realizar novo ato público em Brasília, em frente ao STF, ainda em março. E pretende-se, também, realizar um Dia Nacional de Mobilização a cada mês, com atividades nos estados, até o julgamento do recurso.

Tal calendário de mobilização, no entanto, ainda precisa ser submetido à aprovação das instâncias do movimento.Uma orientação já aprovada é a de que campanha em defesa do diploma entre em ritmo acelerado já na volta às aulas.

O objetivo é estimular Sindicatos, professores, estudantes e escolas para que a campanha esteja presente em atividades como aulas inaugurais, palestras, lançamentos e debates sobre o livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade” e montagem de banquinhas para distribuição de panfletos, adesivos e venda de materiais da campanha como camisetas e o livro.Programa estimula a qualidade da formação em JornalismoJá está disponível no site da FENAJ o "Programa Nacional de Estímulo à Qualidade da Formação em Jornalismo- Versão 2008". Sua atualização foi aprovada no XXXIII Congresso Nacional dos Jornalistas.

O documento é instrumento essencial para a reflexão sobre o aprimoramento da formação pedagógico, seja técnica ou teórica, dos futuros jornalistas nas universidades brasileiras. A recomendação é que não só os professores dos cursos de jornalismo, mas também os profissionais que atuam nas redações analisem as discussões propostas pelo programa e ajudem a divulgá-las ou mesmo implementá-las.

O texto defende que os acadêmicos devem ter acesso a uma formação não só técnica, mas também teórica e cultural.

Nos aspectos teóricos, sugere-se o estudo do processo histórico que gera os fatos contemporâneos, a compreensão sobre como se articula a mídia em suas diferentes vertentes e mesmo a relação da profissão com a ciência e a arte.

Quanto à formação técnica, a ideia é que os estudantes conheçam profundamente as possibilidades de expressão em termos de linguagem de cada meio de comunicação e as interações possíveis, tenham contatos com noções de administração e possam criar os seus próprios produtos em várias mídias, democratizando o acesso à informação.

O programa é mais um importante ponto de defesa do diploma de jornalismo como instrumento essencial para exercer a profissão.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

AQUI NÃO!!!!

AQUI NÃO!!!!

O que se viu nessa temporada de 2.008 no Guarujá, além das costumeiras queixas "demais", foi gente “de menos”.
Não posso falar que foi a metade, nem ninguém vai falar que foi o dobro. Ninguém contou!
Como a lua, o que não cresce, diminui.
Eu não tenho obrigação de fazer pesquisas, contar gente, nem elaborar estatísticas. O governo sim!
Mas governante está preocupado só com a arrecadação, para não dizer que os maus governantes têm de continuamente apagar os incêndios que a oposição semeia.
Uns sérios, outros menos sérios. Mas todas graves denúncias, que levam a escândalos de todos os tipos.
Não é preciso ser oposição (eu não sou) para dizer que, mercê da incompetência das nossas sucessivas administrações, o Guarujá está cada vez mais feio. Mais feio e mais cheio de pobres.
Aviso a todos que o problema não é não gostar ou não de pobre, o problema é que eu, nem ninguém, gosta de ser pobre.
Minto, político gosta de pobre, porque pobre está sempre precisando de favor e esmola e pronto para vender barato seu voto desqualificado.
Mas o Guarujá está ficando pobre. Os comerciantes do Guarujá estão ficando pobres. E comerciante do Guarujá é pior que pobre.
Nem favor ou socorro sabe pedir.
Ricas estão ficando as grandes redes como as Casas Bahia, os Supermercados da Rede Pão de Açúcar, as redes de farmácia.
Esses ganham o dinheiro aqui e levam de helicóptero e jatinho o lucro para Trancoso.
Não há mais açougues, padarias, papelarias e outros pequenos comércios que sustentaram as famílias que fizeram o Guarujá.
Li recentemente mais um desabafo dos poucos que chegam à imprensa, de um comerciante que ainda tem um fio de voz para reclamar da concorrência desleal dos shoppings de verão e da vergonha que é o loteamento das praias e das praças.
Dizia ele que a Associação Comercial do Guarujá deveria lutar pelos comerciantes radicados na cidade.
Para quem não sabe, Guarujá tem uma Associação Comercial, mas desafio que ela mostre as reclamações que faz aos poderes constituídos a favor de seus associados.
O título “Aqui não!” é idéia antiga de que os problemas sociais devem, sim, ser discutidos. Mas não na avenida da praia, não expondo os pobres de todas as demais cidades desfilando na outrora Pérola, na passarela da cidade.
Todas as reivindicações de comerciantes, turistas, veranistas e moradores são respondidos com desculpas de problemas crônicos da nossa economia e problemas sociais.
Esses problemas estão levando nossa cidade a ser a passarela dos pobres, sem tetos e abandonados.
Pelo amor de Deus! Na avenida da praia?
Aqui não!
M.G.