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sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Palhaço!

Palhaço!
Faz-me rir...
Põe as tuas roupas chamativas, pinta a cara de um colorido forte, como uma máscara e fala as tuas bobagens.
Alegra-me, me faz esquecer a realidade, transforma qualquer tristeza ou fraqueza que você possa ter, em frases de efeito para que eu ria te aplauda e logo depois, ao te preparares para o segundo e mesmo show eu te deixe no picadeiro do teu circo, com os teus próximos espectadores, para que você receba outros, novos e vigorosos aplausos.
Mas não me peça que eu assista ao teu segundo e mesmo show, não me considere coadjuvante do teu número nem que eu participe das tuas histórias que vão divertir a próxima platéia.
Quando o espetáculo termina, o palhaço precisa de nova platéia e o espectador de outro texto, outro ritmo, outro show.
Não peça ao espectador, a não ser o infantil, que assista repetidas vezes o seu desempenho. Isso seria outro tipo de palhaçada.
Por debaixo da máscara de um palhaço sempre existe um homem. Na maioria das vezes um homem como a gente ou até melhor.
Um homem que faz do escárnio da sua própria imagem, uma tentativa de levar ao espectador a possibilidade de esquecer a realidade.
Sinceramente eu escreveria dezenas de páginas para enaltecer, exaltar e aplaudir o palhaço.
Isso não impede que depois de ver o show eu queira sair do circo, deixar o palhaço para os seus fãs e se possível, continuar a ser amigo do homem que existe atrás da máscara do palhaço.
Marinho Guzman
Faz-me rir...
Põe as tuas roupas chamativas, pinta a cara de um colorido forte, como uma máscara e fala as tuas bobagens.
Alegra-me, me faz esquecer a realidade, transforma qualquer tristeza ou fraqueza que você possa ter, em frases de efeito para que eu ria te aplauda e logo depois, ao te preparares para o segundo e mesmo show eu te deixe no picadeiro do teu circo, com os teus próximos espectadores, para que você receba outros, novos e vigorosos aplausos.
Mas não me peça que eu assista ao teu segundo e mesmo show, não me considere coadjuvante do teu número nem que eu participe das tuas histórias que vão divertir a próxima platéia.
Quando o espetáculo termina, o palhaço precisa de nova platéia e o espectador de outro texto, outro ritmo, outro show.
Não peça ao espectador, a não ser o infantil, que assista repetidas vezes o seu desempenho. Isso seria outro tipo de palhaçada.
Por debaixo da máscara de um palhaço sempre existe um homem. Na maioria das vezes um homem como a gente ou até melhor.
Um homem que faz do escárnio da sua própria imagem, uma tentativa de levar ao espectador a possibilidade de esquecer a realidade.
Sinceramente eu escreveria dezenas de páginas para enaltecer, exaltar e aplaudir o palhaço.
Isso não impede que depois de ver o show eu queira sair do circo, deixar o palhaço para os seus fãs e se possível, continuar a ser amigo do homem que existe atrás da máscara do palhaço.
Marinho Guzman
O NARIZ DO PALHAÇO
O NARIZ DO PALHAÇO
Por favor,
Homem revoltado
Homem ludibriado
Homem usurpado
Homem ignorante
Homem passivo
Homem covarde,
Deixa este Nariz aí!
Tira este Nariz do rosto!
Este Nariz é do Palhaço.
Faz parte da alma dele.
Não é utensílio de fracos.
Respeite-o.
Quer protestar?
Vai à luta!
Mostra a tua cara não a do Palhaço,
Quer fazer greve?
Mostra a tua cara não a do Palhaço.
Quer reclamar do governo?
Quer reclamar dos bancos?
Quer fazer uma revolução?
Quer mudar o mundo?
Mostra a tua cara não a do Palhaço.
E se conseguires alguma transformação,
Aí sim, o Palhaço te concederá o seu Nariz.
Mas o Palhaço não é esta frouxidão que tu és.
Não te confundas com o nobre Palhaço.
Há muito ele é o condutor da alegria,
Da sensibilidade, da liberdade, da emoção,
Da docilidade e da verdade também!
Ele não se oculta como tu.
Há muito habita o universo mágico da pureza
E por isso é tão sentido pelas crianças.
O Palhaço não é aquele lado teu que foge de medo,
Que não enfrenta a luta nem se expõe.
Tira então este Nariz, Homem!
E mostra a tua própria cara.
Pode ser que teus problemas comecem a ser resolvidos.
E quem sabe um Palhaço sorrirá para ti?
Se for um lutador de verdade.
Paulo Roberto Drummond
Por favor,
Homem revoltado
Homem ludibriado
Homem usurpado
Homem ignorante
Homem passivo
Homem covarde,
Deixa este Nariz aí!
Tira este Nariz do rosto!
Este Nariz é do Palhaço.
Faz parte da alma dele.
Não é utensílio de fracos.
Respeite-o.
Quer protestar?
Vai à luta!
Mostra a tua cara não a do Palhaço,
Quer fazer greve?
Mostra a tua cara não a do Palhaço.
Quer reclamar do governo?
Quer reclamar dos bancos?
Quer fazer uma revolução?
Quer mudar o mundo?
Mostra a tua cara não a do Palhaço.
E se conseguires alguma transformação,
Aí sim, o Palhaço te concederá o seu Nariz.
Mas o Palhaço não é esta frouxidão que tu és.
Não te confundas com o nobre Palhaço.
Há muito ele é o condutor da alegria,
Da sensibilidade, da liberdade, da emoção,
Da docilidade e da verdade também!
Ele não se oculta como tu.
Há muito habita o universo mágico da pureza
E por isso é tão sentido pelas crianças.
O Palhaço não é aquele lado teu que foge de medo,
Que não enfrenta a luta nem se expõe.
Tira então este Nariz, Homem!
E mostra a tua própria cara.
Pode ser que teus problemas comecem a ser resolvidos.
E quem sabe um Palhaço sorrirá para ti?
Se for um lutador de verdade.
Paulo Roberto Drummond
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